sábado, 12 de setembro de 2026

Conselho Participativo Municipal: a região precisa de quem fiscalize, cobre e represente a população de verdade

Em uma cidade do tamanho de São Paulo, acompanhar de perto tudo o que acontece em cada bairro é um desafio. Obras que não saem do papel, problemas de zeladoria, serviços públicos que não funcionam como deveriam, demandas de mobilidade, saúde, educação, segurança urbana e tantas outras questões fazem parte do cotidiano de quem vive nos distritos da cidade.


É justamente nesse espaço que o Conselho Participativo Municipal (CPM) tem uma função importante.


Criado como um organismo autônomo da sociedade civil, o Conselho tem como objetivo aproximar a população da gestão pública. Entre suas atribuições estão acompanhar e fiscalizar ações do poder público, fiscalizar a execução orçamentária e o desempenho dos serviços públicos, além de levar às autoridades as necessidades e prioridades de cada região.


Mas existe uma questão fundamental que precisa ser lembrada: participar não significa simplesmente estar ao lado do governo de plantão.


Fiscalizar também é saber cobrar


O Conselho Participativo deve representar os moradores.


Isso significa que o conselheiro precisa ter independência para questionar a Prefeitura, cobrar respostas, acompanhar promessas, verificar se os serviços estão funcionando e cobrar providências quando os problemas não são solucionados.


Não se trata de ser contra a Prefeitura, contra vereadores ou contra qualquer autoridade.


Também não se trata de ser a favor.


O compromisso de um conselheiro deve ser, antes de tudo, com a população e com a região que ele representa.


Por isso, é importante que os moradores tenham consciência na hora de escolher seus representantes.


Um bom conselheiro não precisa fazer propaganda de político. Precisa conhecer os problemas do território, ouvir os moradores, acompanhar as demandas e cobrar respostas.


Fiscalização não combina com bajulação.


Se uma praça está abandonada, é preciso cobrar.


Se uma obra está atrasada, é preciso perguntar o motivo.


Se um equipamento público apresenta problemas, é preciso acompanhar a solução.


Se uma promessa não foi cumprida, é preciso lembrar e cobrar novamente.


É esse trabalho permanente que dá sentido à participação popular.


Conselho não é palco político


O Conselho Participativo também não deve ser transformado em um espaço para promoção pessoal ou para o tradicional “oba-oba” político.


Vereadores, subprefeitos, secretários e demais autoridades públicas devem ser respeitados institucionalmente, mas isso não significa que o conselheiro precise concordar com tudo o que é apresentado pela administração pública.


Independência não é oposição automática. É ter liberdade para reconhecer quando uma ação está correta e, da mesma forma, apontar quando algo precisa ser corrigido.


A população precisa de representantes que tenham coragem de fazer perguntas, apresentar problemas e insistir nas respostas.


A região não ganha nada quando seus representantes apenas aplaudem.


A região ganha quando seus representantes fiscalizam, cobram e acompanham.


Uma responsabilidade que começa com a escolha dos representantes


O Conselho Participativo está presente nas 32 Subprefeituras de São Paulo e é formado por representantes eleitos nos distritos. As reuniões são públicas e devem acontecer pelo menos uma vez a cada 30 dias. O mandato dos conselheiros é de dois anos.


Além da fiscalização e da apresentação de demandas, os Conselhos também podem contribuir para a definição de prioridades de investimento nos territórios por meio do Orçamento Cidadão.


Para o próximo biênio, a Prefeitura informa que serão disponibilizadas 608 vagas de conselheiros titulares, distribuídas pelos 96 distritos da cidade, além de 38 vagas destinadas a representantes da população imigrante. A composição dos Conselhos deve garantir pelo menos 50% de mulheres.


Ou seja: não estamos falando de uma função meramente simbólica.


Estamos falando de pessoas que terão a responsabilidade de acompanhar a administração pública e representar as demandas de seus territórios.


Eleições do Conselho Participativo acontecem em 2026


Neste ano, São Paulo realiza as eleições para o Conselho Participativo Municipal – biênio 2027/2028.


As inscrições para quem deseja se candidatar estão abertas de 28 de agosto a 16 de setembro de 2026, exclusivamente pela internet. É necessário ter 18 anos ou mais, residir no distrito pelo qual pretende concorrer e atender aos demais requisitos estabelecidos no edital. A candidatura é individual e gratuita.


A votação está prevista para acontecer entre 11 e 14 de novembro de 2026, também pela internet. Poderão votar pessoas com mais de 16 anos que tenham domicílio no município de São Paulo, conforme as regras estabelecidas para o processo eleitoral.


Quer fazer a diferença na sua região?


Para quem acredita que é possível contribuir diretamente com o bairro, o momento é agora.


Mas é importante entender a responsabilidade 


Por Conecta Vila Prudente

quarta-feira, 22 de julho de 2026

CONSELHO PARTICIPATIVO MUNICIPAL: REPRESENTANTES TÊM PAPEL FUNDAMENTAL NA FISCALIZAÇÃO E DEFESA DOS INTERESSES DA POPULAÇÃO

Os conselheiros eleitos para o Conselho Participativo Municipal exercem uma função importante no acompanhamento das ações do poder público e na representação dos interesses da população junto à administração municipal. Além de participar das reuniões do colegiado, cabe aos representantes manter diálogo constante com os moradores, identificar demandas da comunidade e acompanhar a execução de serviços e obras públicas em suas regiões.




Entre as atribuições do Conselho está o acompanhamento das ações realizadas pelas Subprefeituras, a fiscalização da aplicação dos recursos públicos e o incentivo à transparência na gestão municipal. Nesse contexto, é esperado que os conselheiros solicitem informações aos órgãos competentes, acompanhem contratos e obras, além de cobrarem esclarecimentos quando houver atrasos, problemas na execução dos serviços ou falta de informações sobre investimentos públicos.

A transparência é um dos pilares da administração pública. Por isso, é importante que obras e intervenções contem com informações acessíveis à população, como identificação da empresa responsável, prazo de execução, valor do investimento e demais dados previstos na legislação e nas normas administrativas. Quando determinadas informações não puderem ser divulgadas, os órgãos públicos devem apresentar as justificativas legais correspondentes.

A participação popular também é um elemento essencial para o fortalecimento da cidadania. Moradores podem colaborar encaminhando demandas, acompanhando as ações do poder público e participando das discussões promovidas pelo Conselho Participativo, contribuindo para uma gestão mais eficiente e transparente.


➖️ O Conecta Vila Prudente acredita que uma cidade melhor se constrói com representantes comprometidos, fiscalização responsável, participação da comunidade e respeito aos princípios da transparência e da boa gestão dos recursos públicos. Quanto maior for o envolvimento da população, maiores serão as oportunidades de aprimorar os serviços prestados à comunidade.






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terça-feira, 21 de julho de 2026

Confira operação de linhas municipais no Parque São Lucas durante corrida do 19º Batalhão de Polícia Militar

 A SPTrans informa que nove linhas de ônibus municipais seguirão um itinerário especial, no domingo (19), das 2h às 9h, para atender os passageiros durante a corrida do 19º Batalhão de Polícia Militar do Estado de São Paulo 2026, na região do Parque São Lucas, na Zona Leste da capital.



Vale lembrar que os passageiros poderão aproveitar o Domingão Tarifa Zero, que assegura gratuidade nas linhas municipais aos domingos, entre 0h e 23h59, utilizando o Bilhete Único para passar pela catraca. Quem estiver sem o cartão também terá a gratuidade garantida, com a passagem liberada diretamente na catraca.

Confira a operação das linhas:

       

5110/10 Term. São Mateus – Term. Mercado

N501/11 Term. Sapopemba – Term. Pq. D. Pedro II

Ida: normal até a Av. Sapopemba, Av. Vila Ema, Rua Elídia Maria de Jesus, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, prosseguindo normal.

Volta: normal até a Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, Av. Alberto Ramos, Av. do Oratório, Av. Casa Grande, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, prosseguindo normal. 

3112/10 Vl. Industrial – Metrô Belém

Ida: normal até a Av. do Oratório, Rua Suzana, Rua Atopé, Av. Jacinto Menezes Palhares, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, acesso, Rua Domingos Afonso, Av. Vl. Ema, Rua do Orfanato, prosseguindo normal.

Volta: normal até a Av. Vila Ema, Rua Elídia Maria de Jesus, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, Av. Alberto Ramos, Av. do Oratório, Rua José Antônio Fontes, prosseguindo normal. 

4033/10 Jd. Guairacá – Nova Conquista

Ida: normal até a Av. do Oratório, Av. Casa Grande, Rua Frei Ruperto de Jesus, Rua Dr. Frederico Martins da Costa Carvalho, acesso, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, Av. Casa Grande, Av. Sapopemba, Rua Gal. Porfírio da Paz, prosseguindo normal.

Volta: normal até a Rua Gal. Porfírio da Paz, Av. Sapopemba, retorno, Av. Sapopemba, Rua Francisca Marinho, Rua Torre Florêncio e Rielli, Rua Dr. Frederico Martins da Costa Carvalho, Rua Frei Ruperto de Jesus, Av. Casa Grande, Av. do Oratório, Rua Antônio Marques Julião, prosseguindo normal. 

414P/10 Vl. Industrial – Term. Norte Metrô Carrão

Ida: normal até a Av. Morais Costa, Av. do Oratório, Av. Casa Grande, Rua Frei Ruperto de Jesus, Rua Dr. Frederico Martins da Costa Carvalho, acesso, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, Av. Casa Grande, Av. Sapopemba, prosseguindo normal.

Volta: normal até a Av. Sapopemba, Rua Francisca Marinho, Rua Torres Florêncio e Rielli, Rua Dr. Frederico Martins da Costa Carvalho, Rua Frei Ruperto de Jesus, Av. Casa Grande, Av. do Oratório, Av. Morais Costa, prosseguindo normal.

524L/10 Pq. São Lucas – Metrô Tatuapé

Ida: Rua Luís Pereira da Silva, Rua Otávio Alves Dundas, Av. do Oratório, prosseguindo normal.

Volta: normal até a Av. do Oratório, Rua João Manoel de Matos e Rua Luís Pereira da Silva.

Durante a realização do evento, a linha operará com o ponto inicial do lado oposto da via (esquina da Rua Florêncio Sanches).

513C/10 Vl. Califórnia – São Mateus

513C/10 Vl. Califórnia – E. T. Itaquera

Ida: normal até a Rua Antônio Marques Julião, Av. do Oratório, Av. Casa Grande, Rua Frei Ruperto de Jesus, Rua Dr. Frederico Martins da Costa Carvalho, acesso, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, Av. Sapopemba, prosseguindo normal.

Volta: normal até a Av. Sapopemba, Rua Francisca Marinho, Rua Torres Florêncio e Rielli, Rua Dr. Frederico Martins da Costa Carvalho, Rua Frei Ruperto de Jesus, Av. Casa Grande, Av. do Oratório, Rua Antônio Marques Julião, prosseguindo normal. 

574C/10 São Mateus – Divisa de São Caetano

Ida: normal até a Av. Vila Ema, Rua Elídia Maria de Jesus, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, Av. Alberto Ramos, Av. do Oratório, Rua Orlando Calixto, prosseguindo normal. 

Volta: normal até a Rua Pe. Pedro Rota, Av. do Oratório, Rua Suzana, Rua Atopé, Av. Jacinto Menezes Palhares, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, acesso, Rua Domingos Afonso, Av. Vl. Ema, Av. Sapopemba, prosseguindo normal.


Assessoria de Imprensa - SPTrans






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quinta-feira, 9 de julho de 2026

 🟠 MEMÓRIAS DA VILA | Episódio 5

Igreja de Santo Emídio: um símbolo de fé que acompanha a história da Vila Prudente

Entre os marcos mais importantes da Vila Prudente, poucos despertam tanto carinho e devoção quanto a Igreja de Santo Emídio. Muito mais do que um templo religioso, ela representa um ponto de encontro da comunidade, preservando a história, a cultura e a identidade de um dos bairros mais tradicionais da Zona Leste de São Paulo.

A devoção a Santo Emídio começou a ganhar força na região nas primeiras décadas do século XX, acompanhando o crescimento da Vila Prudente e a chegada de milhares de famílias, muitas delas descendentes de imigrantes italianos. A comunidade sentia a necessidade de um espaço dedicado à fé e à convivência, o que levou à construção da igreja, inaugurada em 1942.

Santo Emídio foi um bispo cristão que viveu no século IV e é venerado como protetor contra terremotos e desastres naturais, além de ser invocado por aqueles que buscam proteção para seus lares e suas famílias. Ao longo dos anos, sua devoção conquistou milhares de fiéis em São Paulo, especialmente na Vila Prudente.

A igreja tornou-se rapidamente um dos principais pontos de referência do bairro. Casamentos, batizados, missas, procissões e festas religiosas passaram a fazer parte da rotina da comunidade, fortalecendo os laços entre os moradores e preservando tradições que atravessam gerações.

Um dos momentos mais aguardados do calendário é a tradicional Festa de Santo Emídio, realizada todos os anos no mês de agosto. O evento reúne milhares de pessoas em celebrações religiosas, quermesses, apresentações culturais e atividades para toda a família. Mais do que uma festa, é uma demonstração da força da comunidade e da importância da fé na construção da história da Vila Prudente.

Ao redor da igreja, o bairro cresceu e se desenvolveu. Novos comércios, escolas e serviços foram surgindo, enquanto a região se consolidava como um importante centro urbano da cidade. Mesmo com todas as transformações ocorridas nas últimas décadas, a Igreja de Santo Emídio permanece como um símbolo de acolhimento, esperança e tradição.

Sua arquitetura, seus vitrais e seu ambiente de oração fazem parte da memória afetiva de milhares de moradores. Para muitos, visitar a igreja é reviver lembranças da infância, reencontrar amigos e manter viva uma tradição familiar que passa de pais para filhos.

Em uma cidade que está em constante transformação, a Igreja de Santo Emídio continua sendo um elo entre o passado e o presente, lembrando que o desenvolvimento de um bairro também é construído por sua cultura, sua religiosidade e pelo espírito de união de sua população.

No próximo episódio de Memórias da Vila, vamos relembrar a história das antigas praças, dos cinemas e dos espaços de convivência que marcaram gerações de moradores da Vila Prudente.

📖 Memórias da Vila

Resgatando o passado para compreender o presente e inspirar o futuro da Vila Prudente.



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 🟠 MEMÓRIAS DA VILA | Episódio 4

Dos Bondes ao Metrô: a evolução do transporte que transformou a Vila Prudente

A história da Vila Prudente não pode ser contada sem falar da evolução do transporte público. Ao longo de mais de um século, o bairro acompanhou a chegada de bondes, ônibus, trólebus, metrô e monotrilho, tornando-se um dos maiores polos de mobilidade da cidade de São Paulo.

No início do século XX, quando a Vila Prudente ainda dava seus primeiros passos como bairro, o principal meio de deslocamento era feito por carroças, cavalos e caminhadas. As ruas ainda eram de terra, e chegar ao centro da cidade exigia tempo e paciência.

A grande transformação começou com a expansão da rede de bondes elétricos. Operados inicialmente pela empresa canadense Light & Power, os bondes passaram a ligar a Vila Prudente a bairros como Mooca, Ipiranga e ao centro da capital. Pela primeira vez, moradores e trabalhadores contavam com um transporte coletivo regular, que impulsionou o crescimento do comércio e facilitou a instalação de novas indústrias na região.

Com o aumento da população nas décadas seguintes, os ônibus ganharam espaço e passaram a complementar o serviço dos bondes. Novas linhas foram criadas para atender os bairros da Zona Leste e conectar a Vila Prudente a diferentes regiões da cidade.

Nas décadas de 1960 e 1970, outro importante capítulo da mobilidade começou a ser escrito com a expansão da rede de trólebus. Os ônibus elétricos, silenciosos e livres da emissão de poluentes, tornaram-se uma marca da região e seguem circulando até hoje em importantes corredores, preservando uma tradição que faz parte da história do transporte paulistano.

O maior salto, porém, ocorreu em 21 de agosto de 2010, quando foi inaugurada a Estação Vila Prudente da Linha 2–Verde do Metrô. Pela primeira vez, o bairro passou a contar com uma ligação rápida e direta ao centro e a outras regiões da capital, reduzindo significativamente o tempo de deslocamento de milhares de passageiros.

Poucos anos depois, em 2014, entrou em operação a primeira etapa da Linha 15–Prata, o primeiro monotrilho de alta capacidade da cidade. O novo sistema ampliou a integração entre a Vila Prudente e bairros da Zona Leste, consolidando a região como um importante centro de distribuição do transporte público.

Hoje, o Terminal Vila Prudente reúne ônibus municipais, linhas metropolitanas, metrô e monotrilho, recebendo diariamente dezenas de milhares de passageiros. O bairro tornou-se uma porta de entrada para quem vem do ABC Paulista e de diversas regiões da Zona Leste, reforçando sua importância estratégica na mobilidade da capital.

Mais do que acompanhar a evolução dos meios de transporte, a Vila Prudente ajudou a construir essa história. Cada bonde que percorreu suas ruas, cada linha de ônibus implantada e cada trilho inaugurado contribuíram para o desenvolvimento econômico e social da região.

Ao olhar para o futuro, a mobilidade continua sendo um dos grandes desafios da Vila Prudente. A ampliação da rede metroferroviária, a modernização dos corredores de ônibus e a integração entre diferentes modais são fundamentais para garantir uma cidade mais eficiente, sustentável e acessível para todos.

No próximo episódio de Memórias da Vila, vamos conhecer a história da Igreja de Santo Emídio, um dos maiores símbolos da fé, da cultura e da tradição da Vila Prudente, que há décadas reúne milhares de devotos e faz parte da identidade do bairro.

📖 Memórias da Vila

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 🟠 MEMÓRIAS DA VILA | Episódio 3

As Indústrias que Transformaram a Vila Prudente em um dos Motores do Desenvolvimento de São Paulo

Muito antes dos edifícios residenciais e dos modernos centros comerciais, a Vila Prudente era conhecida pelo som das máquinas, das sirenes das fábricas e pelo intenso movimento de trabalhadores que ajudaram a construir uma das regiões industriais mais importantes da capital paulista.

No início do século XX, a industrialização de São Paulo avançava rapidamente, e a Vila Prudente reunia características ideais para receber grandes empresas. A proximidade com a ferrovia, o Rio Tamanduateí e importantes vias de ligação facilitava o transporte de matérias-primas e de produtos para outras regiões da cidade e do estado.

Foi nesse período que diversas indústrias se instalaram no bairro. Empresas dos setores metalúrgico, cerâmico, químico, alimentício, têxtil e de materiais de construção impulsionaram o desenvolvimento econômico da região. Entre elas, destacou-se a tradicional Cerâmica Vila Prudente, responsável pela produção de tijolos, telhas e outros materiais utilizados na construção de inúmeros prédios e casas da capital.

A industrialização atraiu milhares de trabalhadores, muitos deles imigrantes italianos, portugueses, espanhóis, lituanos e seus descendentes. Para atender essa população, surgiram novas ruas, vilas operárias, escolas, igrejas, padarias, armazéns e pequenos comércios que deram vida ao bairro.

Durante décadas, era comum ver moradores caminhando para o trabalho logo nas primeiras horas da manhã. As sirenes das fábricas marcavam o início e o fim do expediente e faziam parte da rotina da Vila Prudente.

Esse crescimento também impulsionou melhorias na infraestrutura. Novas linhas de bonde e, posteriormente, de ônibus passaram a atender a região, facilitando o deslocamento dos trabalhadores e fortalecendo a integração da Vila Prudente com o restante da cidade.

A partir da década de 1970, porém, o perfil econômico começou a mudar. Muitas indústrias encerraram suas atividades ou transferiram suas unidades para outras cidades da Região Metropolitana e do interior paulista, acompanhando um processo de descentralização industrial.

Os antigos galpões deram lugar a condomínios residenciais, centros comerciais, supermercados e novos empreendimentos. A Vila Prudente passou a viver uma nova fase, voltada ao setor de serviços e ao comércio, sem deixar de carregar as marcas de seu passado industrial.

Ainda hoje, alguns edifícios, antigas construções e traçados urbanos preservam a memória desse período de intensa atividade econômica. São lembranças de uma época em que milhares de famílias construíram seu sustento nas fábricas que ajudaram a impulsionar o crescimento de São Paulo.

Conhecer essa história é compreender como o trabalho de gerações de operários, comerciantes e empresários moldou a identidade da Vila Prudente, transformando um antigo bairro de chácaras em uma das regiões mais importantes da cidade.

No próximo episódio de Memórias da Vila, vamos relembrar a história dos bondes, dos ônibus e da evolução do transporte público na Vila Prudente, mostrando como a mobilidade foi decisiva para o crescimento do bairro.

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 🟠 MEMÓRIAS DA VILA | Episódio 2

A história da Vila Zelina: o bairro que preserva as tradições do Leste paulistano

Entre as ruas arborizadas da Zona Leste de São Paulo existe um bairro que conserva, até os dias de hoje, um forte sentimento de comunidade, tradição e identidade cultural. A Vila Zelina é muito mais do que um bairro residencial: ela representa um importante capítulo da imigração europeia na capital paulista e mantém vivas costumes que atravessaram gerações.

A origem da Vila Zelina remonta às primeiras décadas do século XX, quando a expansão urbana de São Paulo avançava em direção à região da atual Vila Prudente. Grandes áreas antes ocupadas por chácaras e fazendas começaram a ser loteadas para receber famílias que buscavam qualidade de vida fora do centro da cidade.

Foi nesse contexto que surgiu a Vila Zelina, planejada como um bairro residencial. Desde o início, a região atraiu um grande número de imigrantes vindos da Europa, especialmente da Lituânia, mas também da Polônia, Ucrânia, Rússia e de outros países do Leste Europeu.

Esses imigrantes encontraram na Vila Zelina um lugar para reconstruir suas vidas, preservando sua cultura, sua língua, suas tradições religiosas e seus costumes. O bairro tornou-se conhecido em toda a cidade como um dos principais redutos da comunidade lituana no Brasil.

O maior símbolo dessa história é a Igreja de São José de Vila Zelina. Ao redor dela, consolidou-se uma intensa vida comunitária, marcada por missas em língua lituana, festas típicas, apresentações folclóricas e eventos culturais que permanecem até os dias atuais.

Ao caminhar pelas ruas do bairro, ainda é possível encontrar construções antigas, pequenos comércios familiares e estabelecimentos que mantêm tradições herdadas dos primeiros moradores. Padarias, mercados e restaurantes ajudaram a preservar a gastronomia típica do Leste Europeu, tornando a Vila Zelina uma referência cultural na cidade.

Com o passar das décadas, o bairro acompanhou o crescimento de São Paulo. Novas escolas, praças, linhas de ônibus e melhorias viárias facilitaram a integração com os bairros vizinhos e com o restante da capital. Mesmo assim, a Vila Zelina conseguiu preservar um ambiente tranquilo, acolhedor e marcado pela convivência entre seus moradores.

A chegada do Metrô e do Monotrilho à região da Vila Prudente também beneficiou a mobilidade dos moradores da Vila Zelina, aproximando ainda mais o bairro das principais regiões da cidade e impulsionando seu desenvolvimento.

Hoje, a Vila Zelina é considerada um dos bairros mais tradicionais da Zona Leste. Sua rica herança cultural, suas festas religiosas, seu comércio de bairro e o espírito comunitário fazem dela um verdadeiro patrimônio histórico e cultural de São Paulo.

Mais do que um lugar para morar, a Vila Zelina representa a força das famílias que ajudaram a construir a cidade sem abrir mão de suas raízes. Sua história mostra como diferentes povos contribuíram para formar a identidade multicultural que caracteriza São Paulo.

A série "Memórias da Vila" continua resgatando histórias, personagens e lugares que marcaram a formação da nossa região. Nos próximos episódios, conheceremos antigas indústrias, ruas históricas, clubes, escolas e personagens que ajudaram a construir a história da Vila Prudente e de seus bairros vizinhos.

📖 Memórias da Vila

Resgatando o passado para compreender o presente e inspirar o futuro da Vila Prudente e da Vila Zelina.




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Conselho Participativo Municipal: a região precisa de quem fiscalize, cobre e represente a população de verdade

Em uma cidade do tamanho de São Paulo, acompanhar de perto tudo o que acontece em cada bairro é um desafio. Obras que não saem do papel, pro...